quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Soneto à musa

Acordada do sono em que dormia
Exausta após a desejada noite de amor
Coração já sentindo um bocado da dor
De saber que o seu poeta já partia.

Bardo infeliz de uma vida sem sentido
Ele seguia seu destino solitário
A ela não permitiu nem um gemido
Apenas guardar em si um suave relicário.

A madrugada emocionada em que ambos
Entregues ao prazer sonharam planos
Não resistiu aos ruídos da manhã cotidiana.

A madrugada agora é só dela
Pois de musa, tornou-se ela a poeta
Para cantar todo o seu desengano.

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