Menininha ...
Não chores,
Conta
Quem roubou tua infância?
Filhinha...
Não escondas
Desenhe e mostre o caminho.
Não tolero
Pensar que um adulto
Vil
Subjugou tua inocência.
Machuca-me
Não aceitar
Não compreender
Como gente age assim.
Se um animalzinho,
Um bichinho,
Cuida de seu filhote,
Por que seres, dito humanos
Fazem assim?
Menininha...
Brinque, tome esse brinquedo
Deixe que o sonho volte.
E durma
Profundamente,
Assim, Papai do Céu
Vem tirar o peso de teu sofrer.
Linhas da vida, linhas da escrita, linhas da comunicação. Linhas de costura, linhas da tecelã. Linhas que se seguem...
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quinta-feira, 18 de setembro de 2008
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Crianças!
Salta estrelinha,
Pula amarelinha
Corda, brinca.
Pião, sonha o menino
Com uma bola
De garrafinha.
Brinca de boneca,
Professora
Ensina aos ursos.
Moleque sapeca,
Fubeca,
Bola de meia.
Tanta fantasia
Sonha
No tapete da sala
Tanto sonho
Imagina
Ser o dono do mundo.
Pula amarelinha
Corda, brinca.
Pião, sonha o menino
Com uma bola
De garrafinha.
Brinca de boneca,
Professora
Ensina aos ursos.
Moleque sapeca,
Fubeca,
Bola de meia.
Tanta fantasia
Sonha
No tapete da sala
Tanto sonho
Imagina
Ser o dono do mundo.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
(quase) Primavera
Ares leves trazidos pelos ventos
Chuvas levando o pó
Trazendo um tom verde às flores
Do meu jardim
Que teimam em brotar
Lembrando-me de ter esperanças.
Tons parecem diferentes
De sons antes ouvidos
Não relevados
Hoje me chegam suaves
Melódicos
Meu ouvido anda sensível.
Palavras, palavras
Vêm a mim de todo lado
Mas sou eu quem as busca
E me importo com todas
Tão delicadas, ali deixadas
Pego-as com ternura.
E venho mais uma vez
Na lida de horas
Em pensamentos que viajam
Vão e voltam, incomodam
E se transformam
Em versos bonitos de se ler.
Chuvas levando o pó
Trazendo um tom verde às flores
Do meu jardim
Que teimam em brotar
Lembrando-me de ter esperanças.
Tons parecem diferentes
De sons antes ouvidos
Não relevados
Hoje me chegam suaves
Melódicos
Meu ouvido anda sensível.
Palavras, palavras
Vêm a mim de todo lado
Mas sou eu quem as busca
E me importo com todas
Tão delicadas, ali deixadas
Pego-as com ternura.
E venho mais uma vez
Na lida de horas
Em pensamentos que viajam
Vão e voltam, incomodam
E se transformam
Em versos bonitos de se ler.
domingo, 7 de setembro de 2008
Proibido
Devia ser proibido
Por um decreto
Fazer o que fizeste
Só o que publicado está
É pouco, já lido e relido
Escondeste teus poemas
De mim?
Não te causei assim tal dano
Não precisava disso
Devia ser proibido
Por um decreto
Tu me proibires de ti
Por um decreto
Fazer o que fizeste
Só o que publicado está
É pouco, já lido e relido
Escondeste teus poemas
De mim?
Não te causei assim tal dano
Não precisava disso
Devia ser proibido
Por um decreto
Tu me proibires de ti
Pena
Pena do poeta
Pena de mim
Apenas uma queixa
Uma poeta, que finge
E pena
Mesmo que minta
Não esquece a pena
Que deixou-a
Cega de sua poesia
Que pena!
Pena de mim
Apenas uma queixa
Uma poeta, que finge
E pena
Mesmo que minta
Não esquece a pena
Que deixou-a
Cega de sua poesia
Que pena!
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Óleo s/ tela 2- Rosa e Azul
Tem tardes em fico sonhadora
Mais para Rosa e Azul que para os modernos
Renoir, ah Renoir...
Fitas, os brilhos dos olhares, as meninas
Um pós- romantismo, realismo
Tristeza daquelas duas princesas
Pobrezinhas, posando, obrigação
Quando foram crianças?
Mais para Rosa e Azul que para os modernos
Renoir, ah Renoir...
Fitas, os brilhos dos olhares, as meninas
Um pós- romantismo, realismo
Tristeza daquelas duas princesas
Pobrezinhas, posando, obrigação
Quando foram crianças?
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Óleo sobre tela 1 - Os retirantes
Saída
Caminhada é o destino
Paradas escassas
Água impura para gargantas
Rudes e rasgadas
Na dor, desassossego
Juntos buscam a última gota
De vida seca.
Caminhada é o destino
Paradas escassas
Água impura para gargantas
Rudes e rasgadas
Na dor, desassossego
Juntos buscam a última gota
De vida seca.
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